Eu acredito que existem mentiras, mentiras e mentiras. Mentiras desnecessárias, necessárias e úteis. Mentiras desnecessárias são aquelas mentiras contadas pra contar vantagem sobre alguma coisa e que não levam ninguém a lugar algum. Uma mentira necessária é aquela, por exemplo, contada pelo médico a seu paciente quando indagado se vai morrer quando tudo leva a crer que sim, ele não vai dizer “desculpe mas você vai morrer”. Uma mentira útil é aquela contada simplesmente com a intenção de se atingir um resultado, os políticos utilizam dessas mentiras muito bem! Mas e a mentira na hora da conquista? É dessa mentira que vou falar.
Quando duas pessoas de sexo opostos (nada impede que sejam do mesmo sexo…rsrsrsrsr) estão naquele clima, se conhecendo e tal, fatalmente umas mentiras camufladas de verdade entram em cena. Tudo porque a meu ver no jogo da conquista mas vale o que aparentamos ser do que o que realmente somos. Essas mentiras são desnecessárias, necessárias, úteis talvez?
Algumas mentiras são facilmente detectáveis. Quando o “eu também” soa repetidas vezes da boca do receptor ou interlocutor há uma forte probabilidade ser uma mentira deslavada com o único intuito de se criar uma atmosfera de afinidades com quem se conversa! São rapidamente desmascaradas quando nos adentramos nos pormenores do assunto e a pessoa demonstra total desconhecimento, ou seja, não sabem porra nenhuma!
Existem também as mentiras razoáveis, aquelas que até dá pra acreditar apesar de pouco prováveis do tipo: homens; “nunca fui a um puteiro”, “você é a mulher da minha vida”, “não consigo parar de pensar em você”, essa ladainha toda! Nada impede que você leitor inclua esta espécie de mentira que acabei de citar na outra categoria que vem a seguir, as chamadas mentiras descabidas, aquelas que nenhum otário acredita do tipo: mulheres com roupas curtíssimas, rebolando que nem uma cadela no cio e com cara de safada (entende-se puta!) solta: “olha, eu sou virgem”. Ou então em uma micareta finge: “ainda não fiquei com ninguém! Ahhhh!
Mentiras, mentiras e mentiras! Estou eu aqui no 5º parágrafo do meu texto e sequer toquei no termo sinceridade na hora da conquista! Foda, esse cara (eu) nunca ouviu falar em sinceridade não?! Você deve estar se perguntando. Não me leve a mal, talvez eu esteja generalizando, mas minha opinião é que ser sinceridade num primeiro momento não dá certo quando o assunto é conquista. Deixo uma ressalva, quando temos tempo disponível pra conhecer a pessoa e fazer com que ela goste do que realmente somos, da essência mesmo e não da carcaça, funciona sim é muito mais proveitoso para ambas as partes, mas estou falando aqui no caso de balada, folia, pegação, essa coisa toda. Nestes momentos você tem pouquíssimo tempo pra dizer exatamente aquilo que a garota (no caso de nós homens) quer ouvir. Desculpe o que vou dizer agora, confesso ser uma afirmação de cunho machista, mas as mulheres que estão habituadas a esse tipo de ocasião escutam o que querem ouvir: mentiras! Se um cara chegar e falar assim: “olha você é muito gostosa e eu estou a fim de te comer”. Ele foi bastante sincero (e pouco sutil!), no entanto não vai funcionar. Suponhamos agora que o mesmo cara volte se apresenta e leve um assunto bacana com você apesar de permeado de mentiras, você gosta do cara, se divertem e no fim da noite você vá pra cama com ele sendo que esta era a intenção dele desde o momento em que se aproximou de você! Pronto, ele precisou mentir para obter resultado! A mesma regra se aplica às mulheres, exemplificando, você está interessada unicamente no dinheiro do cara certo? Você não vai chegar e dizer: “estou com você porque você é rico”. Claro que não! Vai dizer que ama e o resto vocês sabem muito bem!
Outra coisa: concordo que mentira tem perna curta, mas se a mesma é usada para um caso rápido, de instantânea consumação como o ato da conquista, desde que não seja levado adiante, as inverdades não serão descobertas.
Por fim depois da exposição de fatos que embasam a minha resposta eu digo: mentir na hora da conquista é uma mentira útil, imprescindível ao fim almejado. Sinceridade, regra geral, não vai funcionar! Apesar de não gostar dessa frase, por fundamentar muitas práticas inescrupulosas, sendo talvez esta que eu estou dizendo uma delas, é um clássico exemplo: os fins justificam os meios!