Celebração do inútil desejo

“Aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam ouvir a música” Friedrich Nietzsche

Eu sou…

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Eu sou as ruas por onde ando.
Eu sou as palavras que pronuncio, sou as minhas opiniões.
Eu sou os meus pensamentos, às vezes puros loucos tolos devaneios.
Eu sou o que como.
Eu sou os cigarros que fumo, eu sou as bebidas que bebo.
Eu sou as bocas que beijei, os corpos que abracei.
Eu sou os meus dias tristes.
Eu sou as madrugadas na varanda ao relento.
Eu sou as lágrimas que derramei, mas sou também os risos que sorri.
Eu sou os livros que li, sou os filmes que assisti.
Eu sou as músicas que ouço, sou as músicas que componho.
Eu sou o som do meu violão.

 

Eu sou os meus 22 anos.
Eu sou  os meus míseros 1,65m (!) e os meus 56 kg .
Eu sou os meus erros e acertos.
Eu sou a minha própria ignorância e minha própria inteligência.
Eu sou quociente das oportunidades que perdi dividido pelas metas que alcancei.
Eu sou o meu quarto bagunçado.
Eu sou a minha raiva incontida.
Eu sou o meu amor incompreendido.
Eu sou o meu orgulho, minha teimosia, minha cabeça dura.
Eu sou as minhas certezas e incertezas.
Eu sou um pouco dos meus pais.
Eu sou um pouco das pessoas que admiro e elas também são um pouco de mim.
Eu sou o meu passado e o meu presente.
Do meu futuro eu não sei, mas também o serei..

Quem eu sou?
Tudo isso um pouco mais!

Você percebe que está ficando tonto quando:

terça-feira, 1 de setembro de 2009

 

se acha a pessoa mais interessante do local. Homens: parece que todas as mulheres estão te dando mole. Mulheres: se acham a mais gostosa do pedaço!- se você é tímido começa a falar compulsivamente como uma maritaca e sobre assuntos digamos assim, mais pervertidos possíveis no naipe de posições sexuais!

- fica perigosamente sensível: começa a abraçar seus amigos, fica mantendo um contato físico desnecessário, começa dizer que gosta deles pra caralho e se estiver apaixonado (a) então…hum…fica o tempo todo falando de sua dor de cotovelo!

- sente dificuldades em pronunciar palavras extensas do tipo “inconstitucionalidade” ou até mesmo em organizar uma frase mínima, mas que faça algum sentido e não palavras desconexas como as de uma criança que está aprendendo a falar!

- para quem fuma: acende o cigarro do lado errado (já aconteceu comigo!) ou então coloca o isqueiro na boca e tenta acendê-lo com o cigarro (um colega meu já fez isso!). Só pra constar um outro colega meu queimou o nariz ao tentar acender o cigarro!

- sente uma vontade inexplicável de dançar e acaba dançando uma musica lenta como se estivesse dançando um funk e vira chacota no local, afinal, fatalmente neste momento você está parecendo uma gazela saltitante, se for homem, ou uma pata choca, se for mulher!

- começa a cantar todas as musicas que rolam e cheio de caras e bocas (nem preciso dizer que cada uma mais cômica do que a outra!)

 

 

- acha graça nas piadas mais insanas que lhe chegam aos ouvidos ou então simplesmente rir dos outros que estão rindo.

-começa a falar muitas verdades (é isso mesmo, os bebados são sinceros e é exatamente esse o problema pode-se falar o que não deve!)

 

-não consegue traçar uma linha reta enquanto andas ou até mesmo chega ao ponto de não conseguir se manter de pé.( na verdade quando chega a este ponto não se está ficando tonto mas já estava há muito tempo!). É hora de ir embora pra casa! rsrsrsr

Até que ponto pode chegar a selvageria humana?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

    Até que ponto pode chegar a selvageria humana, eu me pergunto. 
    Estou lendo um livro chamado A menina que roubava livros de Markus Zusak e a historia se passa na Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Não é um livro sobre a guerra, como o próprio nome sugere, mas como não poderia deixar de ser faz menção a alguns dos bárbaros acontecimentos, sendo o Holocausto o assunto mais abordado na temática da obra. A leitura desse livro incultou em mim uma busca desenfreada por informações sobre essa vergonhosa época de nossa historia. Enquanto o sangue jorrava na tela do computador a cada artigo que lia acerca das atrocidades cometidas por aqueles monstros nazistas que eu me recuso chamar de seres humanos, repetia silenciosamente a pergunta que fiz na linha introdutória deste texto: até que ponto pode chegar a selvageria humana? O que faz um individuo tratar um ser humano como um…como um…como um lixo? Creio que lixo não é a expressão correta tendo em vista que possivelmente até o lixo recebia tratamento melhor que os judeus naqueles tempos.
    Sobre os campos de concentração e os campos de extermínio não encontrei nenhuma novidade, nada que eu não soubesse, mas as experiências cruéis a que foram submetidas toda aquela gente sim, foi uma novidade. Não pensei que perseguição tivesse avançado ainda mais na barbárie. Cada linha que eu lia era uma pontada mais forte no peito. Cada linha que eu lia aumentava meu ódio por aquelas pessoas, que contrariando o que eu disse ainda há pouco, infelizmente são seres humanos como nós, ainda que apenas do ponto de vista físico e tão somente, mas de qualquer forma rebaixa a condição humana a animalidade, a selvageria. Indivíduos que se diziam médicos, cientistas ou que quer que seja, fazendo experiências macabras com cobaias humanas sem um resquício de remorso, pelo contrario, tudo nos leva a crer que até se divertiam com isso. Em um desses artigos que eu li havia a previsibilidade de deixar comentários e o que me assustou foi certos filhos da puta indivíduos comungarem com esse método alegando que, por exemplo, a navalgina e a aspirina foram inventadas nessa época ou que os testes a que foram submetidos aquelas pobres pessoas em condições de baixíssimas temperaturas são hoje um fonte de estudo sobre a hipotermia. Novamente eu me pergunto abestalhado se os fins justificam os meios. Se para descobrir um antídoto para a dor de cabeça é preciso abrir a cabeça de pessoas ainda vivas. Se para descobrir até que ponto um ser humano pode suportar a baixa temperatura é necessário jogá-lo num tanque de água gelada e ficar observando ele se debater de dor até a morte. Sem traçar equações matemáticas, sem elaborar magníficas teorias, sem fazer pesquisas de dados minuciosas chego a conclusão que não! Os fins não justificam os meios. 
    No transcorrer da historia humana temos incontáveis episódios de atrocidades que mancham de vermelho a nossa sangrenta jornada aqui na terra. Geralmente tais atrocidades surgem como produtos da guerra, salvo raríssimas exceções com a Inquisição operada pela Igreja Católica que pode até ser incluída como produto da guerra também, uma guerra ideológica. Mas ainda que não tivesse eclodido a Segunda Guerra Mundial o holocausto conseqüentemente teria acontecido se analisarmos as circunstâncias e as justificativas da implacável perseguição. Isso se torna a meu ver o Holocausto mais vergonhoso tendo em vista que os massacres são mais “justificáveis” do ponto de visto lógico e não humano, quando praticados em época de guerras. Mas não sobra sequer essa escusa para o nefasto acontecimento, uma vez que os atos de barbaridades em tempo de guerra são dirigidos aos inimigos e os judeus não eram os inimigos, foram escolhidos como bodes expiatórios. É triste constatar que ainda hoje em pleno século XXI, exemplos não faltam e as barbaridades são ate mais “sofisticadas” em virtude da evolução cientifica. Eu me pergunto: o ser humano está evoluindo ou “involuindo”? Fuce os arquivos da imunda historia da humanidade, mergulhe suas mãos no sangue que lá abunda, se respingue por completo e me responda.

Ser romântico é…

domingo, 30 de agosto de 2009

Ser romântico é tremer toda vez que se encontra a pessoa amada e ficar parecendo um tremendo idiota;
Ser romântico e estar juntos em uma cama unicamente pelo prazer da companhia um do outro acima de qualquer desejo carnal;
Ser romântico é olhar para o céu estrelado e sentir saudade de alguém que se viu ainda há pouco!

 

 

Ser romântico é sorrir sozinho ao lembrar de bons momentos que se passam juntos e ficar parecendo um retardado, louco ou coisa parecida;
Ser romântico é tentar dormir e não conseguir parar de pensar em quem se ama e acabar dormindo com ela em pensamento;
Ser romântico é escrever frases e cartas de amor e nunca mandar ao destinatário!

 

Ser romântico é acreditar que sexo faz parte da paixão do momento mas não compra o amor nem a simpatia de ninguém;
Ser romântico é decorar frases feitas e simplesmente gaguejar na hora de falar e ficar parecendo um adolescente de filme besteirol americano;
Ser romântico e procurar em todos os rostos o mesmo: o seu!

A mentira na hora da conquista…um mal útil!

  Eu acredito que existem mentiras, mentiras e mentiras. Mentiras desnecessárias, necessárias e úteis. Mentiras desnecessárias são aquelas mentiras contadas pra contar vantagem sobre alguma coisa e que não levam ninguém a lugar algum. Uma mentira necessária é aquela, por exemplo, contada pelo médico a seu paciente quando indagado se vai morrer quando tudo leva a crer que sim, ele não vai dizer “desculpe mas você vai morrer”. Uma mentira útil é aquela contada simplesmente com a intenção de se atingir um resultado, os políticos utilizam dessas mentiras muito bem! Mas e a mentira na hora da conquista? É dessa mentira que vou falar.
    Quando duas pessoas de sexo opostos (nada impede que sejam do mesmo sexo…rsrsrsrsr) estão naquele clima, se conhecendo e tal, fatalmente umas mentiras camufladas de verdade entram em cena. Tudo porque a meu ver no jogo da conquista mas vale o que aparentamos ser do que o que realmente somos. Essas mentiras são desnecessárias, necessárias, úteis talvez?
    Algumas mentiras são facilmente detectáveis. Quando o “eu também” soa repetidas vezes da boca do receptor ou interlocutor há uma forte probabilidade ser uma mentira deslavada com o único intuito de se criar uma atmosfera de afinidades com quem se conversa! São rapidamente desmascaradas quando nos adentramos nos pormenores do assunto e a pessoa demonstra total desconhecimento, ou seja, não sabem porra nenhuma!
    Existem também as mentiras razoáveis, aquelas que até dá pra acreditar apesar de pouco prováveis do tipo: homens; “nunca fui a um puteiro”, “você é a mulher da minha vida”, “não consigo parar de pensar em você”, essa ladainha toda! Nada impede que você leitor inclua esta espécie de mentira que acabei de citar na outra categoria que vem a seguir, as chamadas mentiras descabidas, aquelas que nenhum otário acredita do tipo: mulheres com roupas curtíssimas, rebolando que nem uma cadela no cio e com cara de safada (entende-se puta!) solta: “olha, eu sou virgem”. Ou então em uma micareta finge: “ainda não fiquei com ninguém! Ahhhh!
    Mentiras, mentiras e mentiras! Estou eu aqui no 5º parágrafo do meu texto e sequer toquei no termo sinceridade na hora da conquista! Foda, esse cara (eu) nunca ouviu falar em sinceridade não?! Você deve estar se perguntando. Não me leve a mal, talvez eu esteja generalizando, mas minha opinião é que ser sinceridade num primeiro momento não dá certo quando o assunto é conquista. Deixo uma ressalva, quando temos tempo disponível pra conhecer a pessoa e fazer com que ela goste do que realmente somos, da essência mesmo e não da carcaça, funciona sim é muito mais proveitoso para ambas as partes, mas estou falando aqui no caso de balada, folia, pegação, essa coisa toda. Nestes momentos você tem pouquíssimo tempo pra dizer exatamente aquilo que a garota (no caso de nós homens) quer ouvir. Desculpe o que vou dizer agora, confesso ser uma afirmação de cunho machista, mas as mulheres que estão habituadas a esse tipo de ocasião escutam o que querem ouvir: mentiras! Se um cara chegar e falar assim: “olha você é muito gostosa e eu estou a fim de te comer”. Ele foi bastante sincero (e pouco sutil!), no entanto não vai funcionar. Suponhamos agora que o mesmo cara volte se apresenta e leve um assunto bacana com você apesar de permeado de mentiras, você gosta do cara, se divertem e no fim da noite você vá pra cama com ele sendo que esta era a intenção dele desde o momento em que se aproximou de você! Pronto, ele precisou mentir para obter resultado! A mesma regra se aplica às mulheres, exemplificando, você está interessada unicamente no dinheiro do cara certo? Você não vai chegar e dizer: “estou com você porque você é rico”. Claro que não! Vai dizer que ama e o resto vocês sabem muito bem!
    Outra coisa: concordo que mentira tem perna curta, mas se a mesma é usada para um caso rápido, de instantânea consumação como o ato da conquista, desde que não seja levado adiante, as inverdades não serão descobertas.
    Por fim depois da exposição de fatos que embasam a minha resposta eu digo: mentir na hora da conquista é uma mentira útil, imprescindível ao fim almejado. Sinceridade, regra geral, não vai funcionar! Apesar de não gostar dessa frase, por fundamentar muitas práticas inescrupulosas, sendo talvez esta que eu estou dizendo uma delas, é um clássico exemplo: os fins justificam os meios!

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